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SEAAC DESTACA

 

MULHERES NO 3o CONGRESSO CGTB

 

Cida Feliciani defende criação da Secretaria da  Mulher

 

O nosso sindicato representa o setor de serviços, sendo que 70% de nossa base são mulheres. Então é fundamental a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, pois, a mulher é submetida a tripla jornada.  Após um dia estafante de trabalho ainda tem que cuidar da casa, educar os filhos", afirmou Maria Aparecida Feliciani (Cida), presidente do SEAAC de Jundiaí e região. Cida destacou a atuação da CGTB para ampliar a participação das mulheres no movimento sindical. "A CGTB precisa criar uma secretaria específica para a mulher trabalhadora e outra, se não puder ser agora, futuramente, para o setor de serviços".  Maria Aparecida foi eleita para dirigir a Secretaria Estadual da Mulher da CGTB

 

Cida Malavazi: "A CGTB tem uma história de luta contra a discriminação à mulher"

 

Vivemos numa sociedade dominada pelos monopólios, que para aumentar mais e mais os seus lucros querem perpetuar a discriminação da mulher no mercado de trabalho, como por exemplo, pagando um salário menor", destacou Cida Malavazi, líder metalúrgica da capital e da executiva da CGTB-SP. Segundo Cida, "a CGTB tem uma história de luta pelo fim à discriminação e pela ampliação de direitos. Antes mesmo de sua fundação, em 1986, realizou o Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora aqui em São Paulo, com a participação de mais de 4 mil companheiras".

 

Redução de  jornada de trabalho para as mães, creches nos locais de trabalho, ou próximo, conforme previsto pela Constituição, ampliação da               Cida Feliciani (SEAAC Jundiaí),

licença-maternidade remunerada para seis meses,              Joanice Silva , Cida Malavazi

equiparação salarial para trabalho igual, punição a              e companheiras da CGTB-SP

assédios sexual e moral são algumas das propostas  

a serem debatidas no 3º Congresso da CGTB-SP. "Quando você cria um trabalho e não oferece as condições para a mulher trabalhar, você cria um trabalhador de segunda categoria. Quando  vocêpaga um salário desigual para a mulher fazer  o mesmo trabalho do que o homem, você está criando uma desigualdatde", afirmou a diretora da CGTB.

 

 CGTB sempre lutou contra discriminação, diz Márcia

 

A presidenta do Conselho Municipal Contra a Discriminação Racial do Município de Araraquara (Consedir), Márcia Tânia Alves, declarou que apóia as iniciativas anti-racistas da CGTB, pois é uma entidade que busca erradicar com o pensamento retrógrado manifestado por todas as formas de preconceito. "Achei a plenária de Ribeirão muito interessante e a palestra sobre Previdência pública muito bem conduzida pela Dra. Denise. A CGTB sempre trabalhou contra a discriminação racial e para nós do Conselho isso é muito importante. "

 

Sindivigilância promove encontro para debater problemas enfrentados pelas mulheres

 

O Sindicato dos Vigilantes de Campinas e Região - Sindivigilância promoveu, no último dia 1º de setembro, um encontro com a finalidade de discutir questões relacionadas ao trabalho e à saúde da mulher no setor de vigilância privada. Segundo Aparecida (Cida) Malavazi, da executiva da CGTB, os indicies de desemprego são mais alarmantes entre as mulheres. "Hoje, a principal questão que atinge a nós mulheres é a falta de emprego.

 

É sabido que a categoria dos vigilantes é predominantemente masculina, mas isso vem mudando. Estão surgindo muitas vagas, recentemente se abriu um grande filão no mercado de trabalho para a entrada das mulheres na área de segurança no Brasil todo". Cida afirmou que o encontro tratou de alguns assuntos importantes para a mulher.

 

Ela reafirmou a necessidade das empresas entenderem a importância das, "garantias de condições de trabalho adequadas. Quando a mulher ingressa no mercado de trabalho ela tem que ter condições de ir tranqüila, ela tem que ter creche para deixar os seus filhos, tem que ter equiparação salarial para não ser tida como cidadã de segunda categoria. Isso é uma luta do sindicato e o Geizo compreendeu isso". Maria Aparecida, presidenta do sindicato dos Vigilantes de Jundiaí, corrobora a opinião de Cida. Segundo ela, "o encontro foi muito bem organizado e foi muito construtivo para as mulheres. Todos os assuntos abordados são extremamente importantes para nós mulheres.

 

Gostaria de parabenizar o Geizo pela iniciativa, pois foi muito bom mesmo". A presidenta informou que a mulher ainda sofre muito com todo tipo de assedio, seja no trabalho ou a caminho dele. "O homem brasileiro precisa mudar a sua postura, precisa respeitar mais a mulher, e precisar parar de assediar a mulher. As mulheres são assediadas nos transportes coletivos, no trabalho enfim isso tem que acabar".

 

CGTB-SP defende criação de secretaria para Mulher

 

Antes mesmo da realização do III Congresso, lideranças da CGTB-SP decidiram  durante reunião na sede da entidade em São Paulo pela criação de secretarias especiais, direcionada ao funcionalismo público, à agricultura, à mulher trabalhadora, a exemplo do que já ocorrera anteriormente com o setor de movimentação de mercadorias.

 

Aparecido de  Moraes, da executiva da CGTB/SP, afirmou que "para o congresso nós precisamos ter algumas secretarias já bem estabelecidas, mais estruturadas". Ele afirmou que a criação destas secretarias é de extrema importância e que é necessário que todas as categorias ligadas à Central estejam fortalecidas para que o congresso seja o melhor e mais representativo já promovido até hoje. Sabemos que não dá para o Brasil melhorar sem que essa estrutura melhore e o mesmo  vale para o setor da agricultura e, principalmente, para a mulher trabalhadora, submetida à dupla jornada de trabalho. É um absurdo ainda convivermos com situações como a que, mesmo realizando um trabalho  igual, as companheiras continuem recebendo um salário inferior aos homens.

 

É preciso ampliar cada vez mais o número de companheiras na direção dos sindicatos", destacou Aparecido. Além do direito ao trabalho e de salário igual, em função da dupla jornada, a CGTB-SP defende também uma rede de proteção social, em especial  a questão da saúde e o cumprimento direitos constitucionais em relação à creche no local ou próximo ao trabalho.

 

Fonte: Site CGTB


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